Governo permitiu o desembarque apenas de menores de idade

(ANSA) – Após o desembarque de 27 menores de idade, outros 150 migrantes forçados permanecem presos em um navio da Guarda Costeira, que está ancorado há três dias no porto de Catânia, no sul da Itália.

O ministro do Interior Matteo Salvini autorizou a descida de crianças e adolescentes, porém impediu os adultos, em sua maioria homens da Eritreia, de pisarem em território italiano. O secretário da Liga afirma que somente permitirá o desembarque quando a União Europeia se comprometer a acolher os deslocados internacionais.

O Ministério Público de Agrigento, vizinha a Catânia, iniciou uma investigação por “sequestro de pessoas” e foi desafiado por Salvini. “Parece que a Procuradoria está investigando ‘desconhecidos’ por sequestro de pessoas. Nenhum desconhecido, investigue a mim! Sou eu que não quero outros clandestinos na Itália. Se me prenderem, vocês virão, amigos?”, publicou o ministro em seu perfil no Twitter.

Dos 150 migrantes a bordo do navio Diciotti, 130 são da Eritreia; 10, de Comoros; seis de Bangladesh; dois, da Síria; um, da Somália; e um, do Egito. Para Salvini, que não foi até a embarcação, todos são “imigrantes ilegais”.